domingo, 13 de julho de 2014

SITE

Queridos amigos... a partir de julho temos um novo endereço na web:  disriu.com/saomateus/saomateus.html 

Novas postagens serão feitas no site, não mais neste blog.

Informações de agenda estarão sempre atualizadas.

Também há informações sobre todas as congregações do distrito e acesso ao site do Distrito.

Obrigado!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Agenda de Junho


Clique na imagem para ampliar.

Cristãos perseguidos


Li muitas histórias de perseguições sobre os cristãos. Histórias ocorridas no Coliseu de Roma nos primeiros séculos. A falsa impressão é que estas situações fazem parte apenas do passado. Um grande engano!

 No último dia 15 de maio, no Sudão, uma mulher chamada Meriam Yehya Ibrahim Ishag foi julgada e condenada por ser cristã.  O juiz sentenciou dizendo: "Nós demos-lhe três dias para se retratar, mas você insiste em não retornar ao islamismo. Por isso, condeno-a a ser enforcada até a morte".

Também nos últimos dias registrou-se que cristãos tem sido crucificados em povoados da Síria, durante a guerra civil. As imagens são fortes e aterrorizantes.

Talvez você leia estas frases como notícia antiga. Talvez friamente você pense: “Ah! Sim! Já sei desta história”. Confesso que foi esta a minha primeira reação – li a notícia como se fosse apenas mais uma das páginas que li sobre perseguições. Condenei-me por esta frieza e apatia e forcei-me a pensar com mais cuidado. Então me sensibilizei profundamente!

Meriam, a mulher condenada no Sudão estava grávida de oito meses no dia da condenação. Doze dias depois (27 de maio) nasceu sua filha. Nasceu na prisão – que situação triste. Sabemos que poucas coisas são tão intensas como o amor materno! Ao ver sua filha sugando seu seio, Meriam deve sentir fortemente o desejo de sobreviver, o desejo de ver sua filha crescer, de cuidar dela. Porém, mais forte do que este desejo é a sua fé em Jesus. Ela preferiu ser condenada a ter de negar o seu Salvador!

Por que Meriam está abrindo mão de sua vida? Creio que ela está fazendo isso porque está pensando na sobrevida - na vida eterna. Ela sabe que Jesus ressuscitou! Ela sabe que nós também ressuscitaremos. Ela sabe que sua própria filha ressuscitará. Por isso, bem sabe de que nada adianta ganhar mais uns anos nesta vida e perder a alma!

Ao pensar melhor nessa história, vencendo a minha frieza e meu comodismo, sou tomado por intenso orgulho desta irmã na fé. Sinto compaixão desta família. Sinto vergonha de mim mesmo, que por coisas bem menores me ponho a reclamar, mas acima de tudo, sinto esperança. Pois sei que a fé está viva!

Meu desejo é que esta menina sinta que sua mãe deu a sua vida também por ela, para que ela possa viver sua fé e desfrutar de um dom que não apenas nos garante sobrevivência nesta vida, mas, sobretudo, para eternidade. Está escrito em 2 Tm 3.12: “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.”

Jesus, aquele que foi perseguido e morto na cruz nos diz: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.10).

Rev. Ismar L. Pinz

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Eu, meu smartphone, e Deus


A revista exame.com publicou em março “10 táticas de pessoas de sucesso para fazer o tempo render”. Trata-se de estratégias de pessoas do mundo dos negócios para administrar o tempo e aproveitá-lo de forma mais intensa e produtiva. Entre estas 10 táticas constava: “Tome o controle do seu smartphone”. “Gerencie seu celular, não o deixe gerenciar você”. Ele está à seu serviço, e não o contrário.
Uma das entrevistadas de sucesso em gerenciamento disse: “Algo muito ruim aconteceu com a chegada do smartphone. As reuniões ficaram mais longas. A razão é que as pessoas começam a checar seus e-mails [facebook, watsapp, sms] em vez de prestar atenção no que está acontecendo”. Disse ainda que, para aproveitar bem o tempo e torná-lo mais produtivo, a primeira coisa que faz ao chegar em uma reunião é desligar o celular na frente de todo mundo e colocá-lo virado sobre a mesa. “Eu posso me concentrar melhor no negócio que está em nossas mãos. Sem distrações”. O mesmo se aplica na sala de aula, na hora de estudar em casa e em todas as tarefas que pedem atenção e concentração.
Quando li isto, instantaneamente lembrei de Maria (Lucas 10.38-42). Quando da visita de Jesus em sua casa, imediatamente ela “desligou” dos afazeres para sentar aos seus pés e ouvir. Maria não tinha celular, mas tinha “muitas coisas” para direcionar sua atenção. Mas ela “escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Hoje, grandes executivos estão descobrindo como melhor agir. É o que Jesus, há muito, já nos disse. E se isto é importante no campo secular, quanto mais é no campo espiritual!
Naquele encontro com Jesus a bênção repousou no “desligar” destas “muitas coisas” e “ouvir Jesus”. Queridos irmãos… a “boa parte” é também para nós! Smartphones com telefonemas e redes sociais são excelentes ferramentas, mas não podem vir a ser uma distração e embaraço para nossa fé. Há momentos em que a nossa atenção precisa estar integralmente na Palavra de Deus. Ao sentar aos pés de Jesus, é indispensável “desligar”, como fez Maria; sentar, e “escolher a boa parte”. É assim que a fé torna-se intensa e produtiva, fortalecendo-nos no consolo da vida e salvação.
 “Tome o controle do seu smartphone”. Realmente, uma célebre frase para os nossos “tecnológicos” dias.
Rev. Cézar C. Kaiser – IELB
Erechim, abril de 2014
Publicado no Informativo da Congregação em Maio de 2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A Congregação em Comunhão - Obrigado a todos!


   Você já reparou que imagens também podem ser parábolas? É o caso destas duas imagens ao lado. Observe-as.
   Elas tipificam a vida da Igreja.
   A primeira imagem apresenta uma igreja enferma. Diz o Senhor “sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13). Já a segunda imagem representa isso muito bem.
   Nenhum trabalho na Igreja e no Reino de Deus como um todo é demasiadamente pesado quando cada membro do corpo “serve em amor”. Ninguém se cansa demais nem desanima. O trabalho é leve e alegre, visto que na união tem-se força. Há apoio mútuo, seja no trabalho, na adoração ou em questões pessoais. Até mesmo a aparente “simples” presença no culto “serve” ao próximo, dando a ele o direito da nossa companhia, nossa oração e louvor, que anima e completa o corpo.
   Enfim, diante do final de mais um ano, como Pastor, venho agradecer a todos que caminharam juntos como Igreja saudável em 2013. De todo o coração lhes lembro as palavras de Jesus: “Se alguém me servir, o Pai o honrará” (Jo 12.26). Mais do que recompensa neste mundo... esperamos o que vem de Deus! Que 2014 seja continuação.
   E diante da “renovação” que um novo ano propõe, também há a oportunidade para refletir e recomeçar. Se no ano presente sentamos demais deixando os outros “puxarem”, ouçamos o doce convite de Jesus - “vinde... Eu vos aliviarei”, “vinde” a fim de sermos todos corpo de Cristo.
Obrigado a todos por 2013! Feliz Natal! E um novo ano muito abençoado a todos!
Rev. Cézar C. Kaiser e esposa Cleonice C. S. Kaiser

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Palavra de Jesus


O apóstolo Paulo “se entregou totalmente à Palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus (At 18.5). Com clareza e poder, ele explica aos cristãos de Tessalônica que a Palavra Viva de Deus está realmente “trabalhando” nos que creem! “outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como Palavra de homens e sim como, em verdade é, a Palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes (1 Ts 2.13). Tiago diz que a semente da Palavra viva de Deus está “implantada” no coração de quem crê, agindo para a salvação (Tg 1.21), pois é assim que Deus nos fundamenta em Cristo - o único salvador - e nos faz crescer para a vida eterna.

Compreender e vivenciar a Palavra viva de Deus traz grande paz e alegria à vida. Através da Palavra viva nós “crescemos para a salvação” (1Pe 2.2). Sermões e Estudos Bíblicos baseados na Palavra são banquetes e festas para a alma faminta. Através do poder e do ministério da Palavra viva, nossa vida cada vez mais se assemelha a de Maria, que desejava ouvir as palavras de Jesus mais do que qualquer outra coisa (Lc 10.38-42), pois “as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.63).

Tragicamente, muitas pessoas negam viver a alegria de conhecer e estar ligado a Jesus, ou não dão à Palavra a importância que ela realmente têm. Ler a Bíblia e ouvi-la na igreja ocasionalmente não trará mais do que alguma orientação religiosa ou um estímulo momentâneo. Porém, quando lemos, estudamos e meditamos com perseverança na Palavra viva de Deus, nós veremos Jesus, a Palavra viva encarnada. O próprio Jesus afirmou claramente que as Escrituras “testificam” dele (Jo 5.39). Claramente diz em João (1.14) “o Verbo [a Palavra] se fez carne e habitou entre nós”.

Enquanto Jesus caminhava com dois discípulos pela estrada de Emaús, depois de sua ressurreição, “começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). Mais tarde, naquela mesma noite, Jesus apareceu aos seus discípulos e disse: “Importava que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24.44).

Não demore! Leia a Palavra viva de Deus hoje e todos os dias. Aproveite as oportunidades de sermões e estudos bíblicos. Fique ligado à Palavra viva, à Palavra de Jesus! Esta é a Palavra que dá vida e concede o poder de Deus, “o mesmo poder que Deus usou para ressuscitar seu Filho Jesus de entre os mortos” (Ef 1.19-20).

Que grande bênção Deus nos concedeu: a Palavra viva!
 

Rev. Cézar C. Kaiser, adapt.de Boas Novas nº  7.

sábado, 19 de outubro de 2013

O privilégio dos filhos de Deus


     Um dos momentos sublimes na vida cristã é, sem dúvida, o momento do culto, do sentar e ouvir a Palavra viva de Deus, momento este que é diferenciado e especial no estudo bíblico (que, aliás, temos em todas as sextas-feiras, às 20 hs).

     Mesmo sendo nosso culto e louvor imperfeitos, é o momento no qual Deus vem a nós, míseros pecadores, para nos abençoar por sua Palavra e seus sacramentos.

Sua bênção consiste em nos oferecer, dar e selar o perdão dos pecados, a vida e a eterna salvação.

     Quem poderia dispensar tão precioso momento no qual Deus vem a nós para nos abraçar, consolar, dar verdadeira sabedoria de vida, e encher nossas almas de esperança da vida eterna, bem como dar-nos oportunidade de, como seus cooperadores, participar na expansão do seu reino?

     Por isso os salmistas não se cansam em enaltecer tal momento: Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. (Sl 122.1) E: Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai o Senhor na glória da sua santidade. (Sl 96.1-3,8-9).

     Em 2 Coríntios (5.14-17) o apóstolo Paulo diz que Deus nos agraciou recebendo-nos como seus filhos mediante Jesus Cristo, e que, por isso, agora, podemos servir como administradores dos bens de Deus, que graciosamente nos deu: os dons, tempo e bens.

     Administrar significa tomar decisões. Mas, em meio a tanta propaganda, nem sempre é fácil escolher as melhores prioridades. Como cristãos, pertencemos cem por cento a Deus. No batismo fomos entregues a Deus e na confirmação renunciamos ao diabo e prometemos ser fiéis a Deus. É nossa responsabilidade, como filhos de Deus pela fé em Cristo, administrar, agora, tudo, conforme a vontade de Deus, para sua glória e o bem-estar do próximo.

     De um modo geral, temos três grandes áreas onde usar as bênçãos que Deus nos dá. Estas áreas são: a família (isto inclui nossa vida profissional), o Estado (isto inclui os pobres), e o reino de Deus (a Congregação e Igreja em geral).

     Conforme a Escritura, diante de Deus cada um é pessoalmente responsável por sua administração. Por isso, sempre de novo cabe-nos olhar para a Escritura e ouvir do Senhor como espera ele que administremos tudo o que nos deu: tempo, dons e bens; afinal, “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1); e nós “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. (Ef 2.10).

     Que Deus abençoe suas palavras sobre mordomia em nossos corações, para irmos sempre abençoados em direção a Deus e ao próximo, exercitando o privilégio dos filhos de Deus.
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Um chamado especial!

No auge da Reforma Luterana (em 1521) Lutero recebeu a comunicação de que devia comparecer à Dieta (assembleia) de Worms para ser julgado. Estavam presentes à reunião as mais altas autoridades da Igreja e do país. Lutero foi então intimado a se retratar (voltar atrás e pedir perdão) pelos seus escritos. Foi neste momento que Lutero pediu que lhe provassem da Bíblia que ele estava errado. Ninguém pôde provar. Por isso se recusou a desmentir qualquer coisa do que havia dito ou escrito, afinal, não havia dito mentira, mas declarado a então oculta Palavra da Escritura.
De fato, há coisas a respeito das quais não se pode voltar atrás. Há coisas que são tesouro tão grande que garantem a vida presente e futura.
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra” (Mateus 13.44-46).
Quando Lutero encontrou esta pérola – da graça e do amor de Deus – se dispôs ao risco de vida, mas não abriu mão de tal tesouro. Graças a Deus!
Compreendemos o que envolve este tesouro quando lemos textos como Hebreus 10. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (19-22).
Então… “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (v.23-24).
Como posso “guardar firme a confissão da esperança”? Não deixando de reunir-se, de congregar-se, em torno de Cristo. Isto é fundamental e importante para um fim maior e ultimo: a salvação eterna. Por isso, não estar no culto é perigoso. Veja como segue o texto: “Porque, se vivermos deliberadamente…, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir…” (v.26-27).
Então “façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”. Compreendam que esta é minha intenção neste momento.
Em Jesus Cristo está o nosso presente e o futuro (eterno)… isto é certeza!
“quem fez a promessa é fiel”.
Que Deus dê a todos nós olhos e coração semelhantes a Lutero.

Rev. Cézar C. Kaiser
Erechim, agosto de 2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pais e filhos


          A semana que antecedeu o dia dos pais foi pródiga em tragédias familiares. Em São Paulo, um menino de treze anos (que teria se suicidado) é o único suspeito da autoria dessa atrocidade.  Em Dois Irmãos, no Vale do Sinos,  Orides Back, 30 anos,  pai das gêmeas Lorrany e Raiany, atropelou de propósito as meninas e a avó delas, matando uma das filhas.    
          Lutero diagnosticou a causa de tragédias como estas com a pergunta: “Por que você acha que atualmente o mundo está tão cheio de deslealdade, infâmia, miséria e assassinatos, senão pelo fato de cada um querer ser dono do próprio nariz, sem se importar com ninguém e fazendo o que quer?   
           Quando as pessoas são estimuladas a requerer os seus direitos acima de seus deveres “cada um quer ser o dono do próprio nariz”, acaba fazendo o que quer e, tantas vezes, seus relacionamentos familiares azedam a ponto de se matarem. 
         No Catecismo Maior, Lutero conclui: “Se a palavra e a vontade de Deus estiverem em vigor e forem cumpridas, nenhuma vontade, nem palavra deverão valer mais que a dos pais, contanto que seja mantida a obediência para com Deus”. Nesta perspectiva é melhor os pais e os filhos privilegiar os seus deveres e não os seus direitos. Aí os filhos irão encarar os pais como representantes de Deus e, por outro, os pais terão mais alegria, amor, carinho e harmonia ao exercer a paternidade.   
          Portanto, um recado aos pais e aos filhos: nós, pais, devemos estar com um pé no céu, pela fé em Jesus, e outro pé na terra para acompanhar os filhos nos caminhos da vida para lhes dar o céu; os filhos devem considerar os pais como representantes do Pai celeste na terra, serem respeitosos e honrá-los.  Estas atitudes fazem bem às famílias e impedem as atrocidades que acontecem quando cada um quer ser dono do próprio nariz.
         Ah!  Um homem e o seu filho estavam escalando uma montanha. Eles chegaram a um lugar onde a escalada era difícil e até mesmo perigosa. O pai parou para escolher qual deveria ser o caminho para seguirem adiante. Então ele ouviu o garoto logo atrás de si dizer: "Escolha o caminho melhor, pai, que eu estou indo logo atrás de você”! 
                                                                                                                                                        Rev.  Edgar Lemke

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Afirmações de Sabedoria

O martírio é a mais alta e última forma da confissão de Cristo. Nele, com a entrega da própria vida, se testemunha que a comunhão com Deus e com Cristo é mais preciosa do que a própria vida. Nesta morte, Cristo é glorificado! Não se o mártir procura o martírio por sua vaidade, como seu ato de justiça para salvação; mas sim quando resulta de sua confiança e dependência ao Senhor Jesus. Pois, a morte de mártir é julgada não pelo feito do sofrimento, mas pela razão do sofrimento.

sábado, 15 de junho de 2013

Vida Conjugal e vida Familiar... em crescimento

      Relações humanas são o melhor da vida. Mas também podem ser o pior da vida. Assim é o casamento e a vida em família. Eles podem ser nossa mais rica fonte de bem-estar terreno, como também podem nos ferir até aos ossos e ser uma fonte de agonia.
      O desejo de Deus é que a vida conjugal e familiar seja tão boa que nela sintamos um pouco do céu. Por isso, considerando que de todos nós somos imperfeitos e pecadores, Deus nos ensina sobre a vida conjugal e familiar, oferecendo também sua própria presença para estabelecer uma vida feliz e abençoada. Entre o que Deus nos ensina, seguem alguns conselhos:
© Orem intensamente a favor do cônjuge.
© Por mais que pareçam pequenos, escutem com atenção os problemas do cônjuge; aos olhos dele (ou dela) eles são enormes.
© Se o cônjuge está naufragando na fé, não se afunde com ele; puxe-o para cima.
© Lembre-se que o importante não é o que o outro disse, mas o que ele quis dizer (interpretar tudo da melhor maneira).
© Nunca saia deixando o outro falando sozinho.
© Evitem dizer um ao outro “você nunca faz isso” ou “você sempre faz isso”. Além de exageradas, estas afirmações levam rapidamente a discussões feias.
© Conversem sempre e, nunca deixem uma discussão sem solução. Se a discussão (conversa, diálogo) se exaltar, deixe “em molho” e retome no dia seguinte. As piores decisões são tomadas em meio ao nervosismo e estresse (com cabeça quente).
© Não esqueçam: amor é muito mais decisão que emoção.
© Vingança entre vocês, nunca, nunca, nunca.
© Quando o outro estiver sofrendo em consequência de um erro, não esmague-o, dizendo: “eu te avisei…”.
© Três passos para melhor resolver as brigas: humildade, humildade, e humildade.
© Procurem ter amizade com casais com os quais vocês podem aprender algo e receber orientação.
© Nunca se cansem de perdoar um ao outro. Para vocês também vale a regra de Jesus, que é “perdoar 70 vezes 7”, isto é, sempre.
© Se a solução de um problema no casamento vai contra algum princípio bíblico, cuidado – a situação só vai piorar. Volte atrás e reveja a Palavra do Senhor.
     Deus abençoe o seu Lar!
Rev. Cézar C. Kaiser – IELB
Erechim, junho de 2013.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Diabo existe?


A pergunta nasce a partir da propaganda veiculada pela RBS em uma campanha em favor do cuidado e da educação das crianças.
A propaganda usa personagens fictícios, mitológicos como a “Mula Sem Cabeça”, o “Boi da Cara Preta”, a “Bruxa Malvada”. Mas, o curioso é que, entre esses personagens, está o Diabo.
Estaria o Diabo entre esses seres que existem apenas na imaginação?
Afinal, o Diabo existe? Se pensarmos em um ser vermelho de guampas e garfo na mão, poderíamos dizer que certamente não. Porém, o Diabo existe sim, assim como existe o próprio Deus.
A análise racional que conclui sobre a inexistência do Diabo, colocando-o no campo da ficção e do mito é a mesma usada por muitos para concluir que Deus não existe.
A existência de Deus pode ser observada pela criação. Uma pintura sugere a existência de um pintor, uma escultura de um escultor. A grandiosidade do Universo nos sugere um ser “superior”, que denominamos Deus. Isso é uma questão de observação. Mas os cristãos ainda creem, em artigo de fé, que esse Deus se revelou em Jesus, e continua se revelando por meio das Escrituras Sagradas.
A existência do Diabo pode ser verificada pela existência do mal. Na Bíblia lemos sobre um momento em que Jesus conta e explica a parábola do joio e do trigo (Mt 13.24-43). Jesus, de forma bem simples, diz que um homem bom plantou boas sementes em suas terras, mas que um homem mau, enquanto ninguém estava olhando, lançou sementes de joio, um inço, uma sujeira, que passou a viver e crescer junto com o trigo. Ao explicar Jesus diz que o que semeia boas sementes é Deus, e o que semeia o joio é o Diabo.
Mas quem fez o Diabo? Deus fez todas as coisas, seres visíveis e invisíveis. Deus fez os anjos, e alguns anjos preferiram se rebelar, entre eles Lúcifer, que passaria a ser chamado de Satanás ou Diabo. Por meio dele, o pecado entrou na humanidade e com o pecado a morte. Mas, Deus providenciou a redenção em Jesus, que venceu a morte e oferece, a todo o que nele crê, a Vida Eterna.
Infelizmente, o Diabo continua por ai, às vezes disfarçando-se de anjo de luz, para enganar (2 Co 11.14), se possível, até o próprio povo de Deus.
Como é o Diabo? Certamente não será identificado pelas suas guampinhas, mas sim, por tudo o que afasta de Jesus e de sua Santa Palavra. Ele é sagaz e essencialmente mentiroso.
Há quem diga que ele mesmo anda espalhando uma deslavada mentira, gritada e cantada para todos quantos quiserem ouvir:  a mentira de que ele não existe e de que é incapaz de fazer o mal.
Rev. Ismar L. Pinz

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Família... conte com Deus!

     Em decorrência da atual instabilidade familiar, muitas pesquisas estão sendo feitas nesta área. Recentemente uma delas publicou algumas características comuns nas famílias estáveis. Conforme a pesquisa, famílias estáveis e vencedoras são famílias que zelam pelos seguintes valores:
 1. Compromisso: É um profundo sentimento de compromisso uns com os outros. Estas famílias têm problemas como todas as outras. Mas os problemas são encarados e resolvidos, porque o compromisso com o todo, com a família, é superior. Inclusive se abre mão de desejos pessoais, porque a grupo familiar é considerado acima do “eu”. Porque, se o grupo prevalece, cada indivíduo prevalece.
2. Apreço: Os membros de uma família estável e forte se apreciam (valorizam) mutuamente. Dão e recebem expressões de apreço. O esposo, a esposa e os filhos não passam o tempo todo se criticando e discutindo, mas elogiam e falam bem uns dos outros… valorizando e defendendo uns aos outros.
3. Comunicação: As famílias estáveis e fortes se comunicam com frequência e sem medo. Falam sobre qualquer assunto, e escutam com interesse o que o outro tem para dizer, sempre com interesse, respeito e amor.
4. Tempo em conjunto: Famílias tiram tempo para viverem em conjunto. Isso é fundamental. Tempo em quantidade e em qualidade. Hoje se considera muito o trabalho, o estudo, a TV, etc, e não se tira tempo para a família (planeje esse tempo e inclua na agenda, se necessário for. Tenha a hora do chimarrão – sem tv, a hora de brincar com os filhos, de ir todos juntos a um passeio, à Igreja, etc).
5. Enfrentar os problemas: Famílias estáveis e vencedoras enfrentam os problemas juntos. Problemas podem espalhar ou unir. Quando se considera o problema do outro como também meu, os membros da família se unem para enfrentar. Quando se considera o problema do outro “problema dele”, isso separa e afasta. Enfrentem os problemas juntos. Problema de um é problema de todos!
6. Bem-estar espiritual: está comprovado por estudos científicos… que o praticar da fé, das orientações de Deus em sua Palavra, na vida individual e aplicada a família, resultam em uma vida mais justa, mais equilibrada, mais harmônica, mais estável e mais feliz.    (continua no verso)
     Se observarmos, estas características não são novas, mas são características citadas por Deus desde o princípio da criação da família, e como tal, contam com o total apoio de Deus! E aí está o grande ponto. Foi nesta certeza que Josué disse: “Eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” (Js 24.15). Davi registra no Salmo 133: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!  … Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre”.
     O desejo de Deus pela nossa vida é tal que o próprio Cristo orou pela unidade da família de Deus, incluindo a gente (Jo 17.23); orou pela presença de Deus com seu povo, para que possam ter o coração de Deus em seu seio. E, esta presença de Cristo e seu amor é a chave de tudo. Pois, onde Jesus está seu coração está, com todos os seus sentimentos e características. Foi baseado nisto que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 12.24,25,26: “Deus coordenou o corpo [...] para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros [...] De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam”.
     E é possível viverem unidos os irmãos? Sim! Porque ao ser Cristo o centro da vida e família, haverá erros… mas haverá arrependimento e perdão; haverá momentos de divisão… mas haverá perdão e reconciliação; haverá egoísmos humanos… mas haverá um amor superior que leva de volta a valorizar a família acima das coisas pessoais; haverá Palavra de Deus que revigora e guia; haverá o coração de Jesus!
     Nossa vida e família não é e não será perfeita neste mundo. Mas com Jesus temos algo que é dinâmico, progressivo, em constante mudança, que se aperfeiçoa, que conta com Deus!
     Firme isto em seu coração: Encontramos e temos em Jesus a presença de Deus e todas as qualidades, valores e sentimentos; tudo o que precisamos para edificar uma família estável e vencedora; não perfeita, mas em constante aperfeiçoamento, onde o amor permeia cada indivíduo em suas ações.
     Então, querida família, centre sua atenção e vida em Jesus, na sua presença e Palavra, zele por valores divinos. Saiba que o Senhor, que instituiu a família, vos ama e provê que todos sejam felizes em suas famílias. Para tal nos deu o seu próprio coração: JESUS!
 
Rev. Cézar C. Kaiser – IELB
Erechim, maio de 2013.        

sábado, 27 de abril de 2013

Família... projeto de Deus! - 2ª parte

A mulher cristã pode se pintar e usar joias e adornos?
Na sua Primeira Carta o apóstolo Pedro diz: “Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe 3.3-4).
Podemos entender este texto como uma proibição à mulher cristã de se adornar (enfeitar-se) com cosméticos, penteados e vestimenta?
Deus não proíbe à mulher cristã de cuidar do seu aspecto, nem está Ele determinando quais as roupas, as joias ou os penteados que ela deve ou não deve usar. O que a Bíblia diz é que a mulher cristã não considere a sua aparência exterior, como a formosura, uma virtude diante de Deus e da Igreja; nem que ela pense que estando adornada exteriormente, ela esteja bela diante de Deus, pois o que realmente importa a Deus é que ela esteja adornada interiormente com virtudes espirituais.
Diante das pessoas, porém, o adorno exterior da mulher cristã é importante. Tanto é verdade isso, que uma mulher cristã envergonharia o Evangelho se ela saísse da cozinha diretamente para a igreja, sem trocar de roupa; ou se a que é secretária de um diretor de empresa, se apresentasse da mesma forma como a que trabalho em uma fábrica.
Portanto, a regra que deve prevalecer é a moderação que tanto evita o exagero, quanto foge do desleixo. A mulher cristã não chama a atenção sobre si mesma, nem pela vaidade pessoal, nem pelo desmazelo. Mas, assim como em palavras e gestos, também nos seus adornos (roupas, penteados, cosméticos e joias), ela procura deixar que Cristo apareça e seja glorificado. A mulher cristã será sábia se não adotar imediatamente uma moda nova decente, mas se esperar até que ela esteja generalizada, como também, se ela não insistir em modas antigas, pois estas podem chamar mais atenção do que o fazer uso de uma moda nova. Foi assim que mulheres cristãs historicamente foram passando do uso de roupas e ornamentos típicos da era primitiva (tempo de Jesus), para o uso típico da idade média, e daí para o uso característico do século passado, e deste para a roupa (decente) usada hoje.
Convém ressaltar ainda que, entendemos como perigoso e nocivo à vida espiritual, leis como estas que exigem dos crentes atitudes exteriores, porque, por trás da promulgação de tais leis, e no espírito de quem as cumpre, está sempre presente a intenção de se justificar a pessoa por meio de obras. Quando se exclui do convívio cristão a mulher que corta o cabelo ou a que não Ž usa véu, pode-se estar admitindo que a virtude cristã está no cabelo comprido e no uso do véu.
Nós sabemos, e nisso nos confortamos, que nós somos justificados diante de Deus somente pela fé em Cristo, de graça, e nesta fé, produziremos frutos que, entre outras coisas, consistem em moderação no vestir e no uso de adornos exteriores.
 
E calça comprida, a mulher cristã pode usar?

A proibição do uso de calça comprida por mulheres cristãs, feita por algumas igrejas, em geral baseia-se no nas palavras escritas no Livro de Deuteronômio, capítulo 22, versículo 5, onde diz: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor seu Deus.”
 O que é roupa de homem? O que é roupa peculiar à mulher? Calça comprida e vestido (saia), respectivamente? A Bíblia não diz isto. Quem estabelece isto é a sociedade. Acontece que, em geral, a vestimenta, revela a sexualidade. Esta sim está relacionada com a criação de Deus. Deus fez homem e mulher, e cada um com o seu papel e função. Inverter isso irá contra a própria criação e consequentemente contra Deus. Entretanto, quais são as vestimentas e adornos adequados para cada sexo, são questões estabelecidas pela sociedade e acatadas pelos cristãos, que estão inseridos na sociedade para ali viver e testemunhar.
Atualmente, será que a calça comprida é indecente para mulheres? Vestidos, saias e blusas também podem ser indecentes, e às vezes, até mais. O que deve ser evitado, é a indecência, ou o escândalo no uso de roupas (vestidos, ou calças compridas); sendo que esta indecência e escândalo podem repousar também no uso de roupas e ornamentos que deem a entender a inversão dos papeis da criação. Então, quanto a maneira correta de se vestir, basta ler o contexto e analisar a história. Muitas vezes esta maneira já foi modificada e os cristãos sempre acompanharam as modificações decentes feitas no curso da história.
Quem entende que o uso de calça comprida, pela mulher, seja proibida na Bíblia por ser roupa de homem, deve então ir até às últimas consequências, e exigir o uso da roupa igual à que era usada no tempo em que foi escrito Deuteronômio 22.5.
Novamente frisamos esta importante consideração: Entendemos como perigoso e nocivo à vida espiritual, leis como estas que exigem dos crentes atitudes exteriores, porque, por trás da promulgação de tais leis, e no espírito de quem as cumpre, está sempre presente a intenção de se justificar a pessoa por meio de obras. Quando se exclui do convívio cristão a mulher que usa calça comprida, pode-se estar admitindo que a virtude cristã está no cabelo comprido e no uso do véu.
Nós sabemos, e nisso nos confortamos, que nós somos justificados diante de Deus somente pela fé em Cristo, de graça, e nesta fé, produziremos frutos que, entre outras coisas, consistem em moderação no vestir-se e respeito à vontade de Deus.
Rev. Paulo Kerte Jung / Adapt. Rev. Cézar C. Kaiser